
quarta-feira
sábado
~Biocombustíveis e as plantas oleaginosas
Os biocombustíveis constituem uma realidade na matriz energética brasileira. O álcool combustível é o exemplo consolidado num mercado que exige, entre outras características, grandes quantidades de produção, regularidade, qualidade no produto comercializado e preços compatíveis com os derivados do petróleo. Ao passo que o biodiesel enfrenta uma série de desafios para se afirmar como um substituto do diesel mineral.
O Brasil investiu muitos recursos e tempo para concretizar o álcool na matriz energética. Para o biodiesel deverá um processo semelhante. Contudo, apesar das inúmeras matérias primas passíveis de serem utilizadas, existem particularidades que justificam elevados investimentos no setor e que demandam respostas no médio prazo, especialmente para o Mato Grosso.
Dentre os benefícios ambientais, econômicos e sociais, deve-se destacar a integração que a cadeia produtiva do biodiesel proporcionará com a da produção de carnes, de produtos lácteos, de óleos para o consumo humano, entre outros. Caso o óleo produzido tenha a qualidade pode ser comercializado para o consumo humano, do contrário, poderá ser destinado ao biodiesel. A mesma lógica aplica-se aos subprodutos, como é caso da torta ou farelo, que pode ser destinado tanto para a alimentação animal como para a adubação de plantas e produção de lenha ecológica.
A tecnologia de produção do biodiesel na área industrial já é bastante conhecida e apresenta menor impacto no custo final do biocombustível. Porém, o custo da matéria prima representa a maior parte do custo final para o consumidor, muitas vezes inviabilizando sua utilização. Nesse aspecto, apesar de pesquisarem o biodiesel de segunda e terceira geração, a tecnologia de cultivo das plantas oleaginosas e a espécie eleita constituem-se pontos chaves para o sucesso do programa brasileiro.
Os investimentos na pesquisa na área da produção da matéria prima são indispensáveis e decisivos, tanto na qualificação dos pesquisadores e técnicos como para a tecnologia de produção das culturas. Especialmente para o Estado de Mato Grosso que tem condições ímpares nesta área. O perfil dos produtores, dos agricultores, dos técnicos e dos pesquisadores são ingredientes fundamentais para o êxito das ações.
Dentre as culturas com potencial para o biodiesel tem-se as anuais e as perenes. Dentre as culturas anuais destacam-se a soja, o girassol, o algodão, o amendoim e a mamona, espécies muito pesquisadas. Nesta categoria, a pesquisa deve estudar o potencial de espécies novas, a exemplo da canola que pode ser cultivada em altitudes de 600 m, utiliza o mesmo parque de máquinas da soja, implantada na safrinha, sua família é distinta das tradicionais e seu óleo e subprodutos apresentam alto valor comercial. A canola apresenta genótipos que produziram mais de 2 toneladas por hectare em Goiás, Paraíba e Mato Grosso do Sul, resultados publicados por pesquisadores da EMBRAPA Trigo, destacando-se Ph. D. Gilberto Omar Tomm.
As espécies perenes possuem um potencial maior de produção de óleo por unidade de área e tempo, ultrapassando de 4 toneladas de óleo por hectare ano, além disso, são menos suceptíveis às disponibilidades hídricas. No entanto, a pesquisa tem uma tarefa de desenvolver tecnologias voltadas a seu cultivo e identificar genótipos, dentro de cada espécie, que são mais produtivos. Neste grupo temos inúmeras espécies, como o pinhão manso, o dendê, o pequi, a macaúba, a andiroba e o tucuma.
Com apoio financeiro da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Mato Grosso-FAPEMAT, vinculada a SECITEC-MT, a UNEMAT vem desenvolvendo pesquisas com a cultura do pinhão manso em Tangará da Serra. Dentre os primeiros resultados, numa área experimental de 1,6 ha e em repetições de 500 m², podem ser citados que a produtividade do primeiro para o segundo ano de cultivo passou de 44 para 460 kg por hectare, respectivamente, na densidade de 2000 plantas por hectare, aumentando em dez vezes sua produção. Vale ressaltar que maturidade produtiva da cultura ocorre a partir do quarto ano de cultivo, em que a literatura cita mais de quatro toneladas. O teor de óleo nas sementes situou-se, em média, de 34,4% em relação ao seu peso seco. A produtividade da cultura, apesar de ser rústica, apresenta forte sensibilidade à adubação.
Para o desenvimento do setor é fundamental o investimento na pesquisa. Apostar no cultivo comercial de uma cultura sem antes conhecer o potencial gerado pela pela pesquisa pode sair bem mais oneroso. Existem muitas espécies promissoras nas perenes, no entanto, as respostas que pesquisa pode fornecer ocorrem num prazo maior que nas anuais, porém, os ganhos obtidos são proporcionalmente maiores.
Esse assunto é vasto e merece uma atenção especial, pois é estratégico para a inserção do Brasil no contexto mundial num mercado consumidor muito expressivo, como é o dos combustíveis. O espaço criado pela revista é fundamental para discutir o tema na profundidade que deva ser. Espera-se que hajam mais artigos publicados posteriormente que discutam este cenário.
Ladeia critica veto à expansão do cultivo da cana em MT

RETIRADO DO BLOG XEQUE MATE
http://xequematenews.blogspot.com
segunda-feira
LEILÃO PELO AGRO CANAL
É HOJE PELO AGROCANAL
31/08/09, REPETINDO O GRANDE SUCESSO DO PRIMEIRO LEILÃO VIRTUAL GIR LEITEIRO DO TRIÂNGULO MINEIRO.
SEGUNDO LEILÃO VIRTUAL GIR LEITEIRO DO TRIÂNGULO MINEIRO.
vendedores:
Antonio Paulo Abate,João Machado Prata Junior,Fazenda Verde Gir,Fazenda Badajós,Tomaz de Aquino Rezende,Keniti Okano,Vitor Machado (marca ZELT),Mira Agropecuária,Eduardo Milagre,Fazenda 5R,João Dário Ribeiro,Antonio Bernardes Neto,Zoonitroe Paulo Roberto andrade Cunha.
Abrem os seus planteis.
INFORMAÇÕES: 34 33154670
91669545
sábado
Brasil pode ter sua primeira Presidente "E agora mulheres?... Será que desta vez irão se unir?. "

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, encaminhou, na quarta-feira, o pedido de desligamento do Partido dos Trabalhadores (PT), pelo qual militou por quase 30 anos, para filiar-se no Partido Verde (PV). O PV quer contar com a senadora pelo Acre no seu palanque e inclusive já busca eventuais alianças para reforçá-la na disputa ao Palácio do Planalto, em 2010. A mais de ano da eleição, o ingresso de Marina Silva na corrida à presidência da República altera o tabuleiro de xadrez que vinha se desenhando até aqui.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinha apostando numa eleição plebiscitária, em que, entendia, seriam avaliados os oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em comparação aos oito anos do governo do PT. Mesmo sem o aval de convenção partidária, Lula já tem candidata definida: a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Além de ter uma concorrente que não contava, a ex-companheira Marina Silva, Lula ainda terá que demover o deputado Ciro Gomes, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), da base aliada do governo, que também tem planos de disputar o Planalto.
A pressão de Lula é que Ciro concorra ao governo do Estado de São Paulo no próximo ano. Numa disputa presidencial plebiscitária, Dilma enfrentaria o governador de São Paulo, José Serra, que viria pelo PSDB. Uma vez candidata, Marina certamente tira votos de Dilma, que, nas intenções de voto aparece empatado com Ciro Gomes. Nas conversas que vem mantendo com o PV, Marina insiste na defesa da sustentabilidade ambiental aliada ao desenvolvimento econômico, o qual, assinala, deve ser estratégico para o Brasil. Sua candidatura, segundo o colunista Ancelmo Góis, de O Globo, agrada católicos de peso, como frei Betto e Leonardo Boff. Dos evangélicos, nada se ouviu até o momento.
Fonte: Portal Gospel TV
terça-feira
ZEBULEITE e AGROCANAL no MATO GROSSO
sábado
Com sua cara de brasileirinha barrada no baile, Marina Silva é a bandeira que o mundo quer ver o Brasil hastear

A SEMANA avançou e Dilma foi ficando pelo meio do caminho. Seu prestígio, que já tinha levado um belo tombo, tomou o rumo da porta dos fundos quando os senadores governistas resolveram aceitar a versão "light" dos fatos, de que a ex-chefona da Receita, Lina Vieira, estivera, sim, com a ministra, mas que ela não havia pedido privilégios especiais à família Sarney. E acabou indo para o espaço sideral quando o presidente Lula brecou a divulgação de nota preparada pela ministra-chefe da Casa Civil, em que ela daria sua versão sobre o affair envolvendo Lina Vieira.
Não é só o fato de que Dilma agora ficou marcada como mentirosa, de que não tenha jogo de cintura ou nem mesmo carisma. Não. O que ela não parece ter é paixão, é vontade do fundo do âmago do ser íntimo de ser candidata. A impressão que dá é que ela está lá apenas desempenhando o seu papel de forma burocrática porque o presidente pediu, porque o PT não tem outra opção.
Mas veja como o mundo é redondo. Justo quando Dilma é pega numa mentira grave (aliás, duas, se contarmos a lorota do diploma), exatamente na semana em que o abscesso do PT é lancetado no julgamento de um aliado tão improvável quanto José Sarney, jorrando o pus do clientelismo para todo lado e deixando claro que o processo infeccioso chegou a níveis insuportáveis -o senador Arns que o diga-, surge a figura beatificada de Marina Silva para resgatar uma utopia que já foi monopólio do partido.
O ex-ministro dos Transportes, Mário Andreazza, costumava dizer que nunca se deve trabalhar com idealistas porque com eles não há acordo possível. Faz sentido que ele dissesse isso, não? Pois o PT se deteriorou por conta de suas próprias contradições, e das cinzas surgiu essa figura impoluta, sem posses, sem um escândalo que lhe marque a trajetória, sem fome de poder, com vontade apenas de expor seus ideais, professora e humanista que não cede ao populismo.
Com sua cara de brasileirinha barrada no baile, do ponto de vista pedagógico Marina Silva representa a bandeira que o mundo quer ver o Brasil hastear. Alfabetizada no Mobral, contaminada por metais pesados, vítima das doenças da floresta, alguém que percorreu uma estrada muito similar à de Lula, só que sem a mácula do sindicalismo, o que ela pensa sobre sustentabilidade e o ambiente faz todo o sentido em um país que possui 60% do que resta de hectares "plantáveis" no mundo.
Que se dane se santa Marina não tem um nome para o Banco Central, ideias claras (ou qualquer ideia) sobre a economia e que seja adepta do criacionismo, que nega as teorias de Darwin, não é mesmo? E, para os eleitores que andam aderindo a essa maldição da pregação purista, que está dando à lei antifumo de Serra perto de 80% de aprovação, ou para o cara-pintada dormente que não faz parte da vendida UNE e que está cheio de ficar gritando "Fora, Sarney" na internet para ninguém ouvir, Marina Silva é uma Heloísa Helena de verdade, um Cacareco não avacalhado, o voto de protesto que dignifica.
Definitivamente, não foi a melhor semana da vida da ministra Dilma ou do PT.
terça-feira
Os preparativos para a próxima safra de soja, em Mato Grosso, estão atrasados. Os negócios antecipados para compra de adubo seguem em ritmo lento. Fal
A colheita do milho safrinha, em Mato Grosso, está em ritmo acelerado. Só que a comercialização não. Falta espaço para armazenar os grãos.
LEILÃO DE SÊMEN RAROS GIR LEITEIRO

QUANDO DUAS COISAS SE JUNTAM PARA FORMAR UMA ,UM MILAGRE ACONTECE.
PRIMEIRO LEILÃO VIRTUAL DE SÊMEN RAROS GIR LEITEIRO.
27/08/09
AGROCANAL
20:00hs
pacotes dos seguintes touros:
Dalton Pati Cal, Radar dos Poções, C.A Everest, S.C.Uaçai Jaguar ,Caju de Brasília,Emulo dos Poções,Jaquetão dos Poções, Andaka dos poções, Jaguar 3R (VELHO),Felino 3R de Uberaba,SC Omega Faisão, SC Impala faizão,Maravilha Relógio Baile, Maravilha Expoente Faisão, Impressor de Brasília, Fabuloso de Brasília, Vale Ouro de Brasília, Meteoro de Brasília- Sexado de Fêmea, Caju de Brasília, Garimpo TE de Brasília,Herdeiro de Brasília, Embaixador de Brasília,FB Cadarço, Benfeitor da CAL, Atlântico TE da Silvânia ,Tributo de Brasília.
informações: 34 33154670
91669545
segunda-feira
Embrapa Amapá realiza colheita de feijão-caupi em Porto Grand

A cultivar de feijão-caupi BRS-Tumucumaque, recomendada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para o Amapá e mais 11 outros estados, possui grão branco, porte semiereto, floração média de 37 dias e está pronta para a colheita de 65 a 70 dias após o plantio em solo adubado. Estas características serão apresentadas na manhã desta sexta-feira, 14/8, durante o Dia de Campo "Cultivo de Feijão-Caupi no estado do Amapá", na área do produtor Pedro Silva Costa, localizada à margem da BR-210 (Perimetral Norte), município de Porto Grande (AP).
O Dia de Campo, realizado com recursos do Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa (PAC Embrapa), é resultado de parceria da Embrapa Amapá, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap). Esta atividade de transferência de tecnologia será composta de três estações, incluindo uma demonstração de colheita manual do feijão. A expectativa é de receber em torno de 100 pessoas, entre técnicos e produtores agrícolas de Porto Grande, Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari e Ferreira Gomes.
Na primeira estação o produtor Pedro Silva Costa e um técnico do Rurap fazem a apresentação da área onde foram plantados um hectare de sementes da variedade de feijão-caupi BRS-Tumucumaque. Na segunda estação o agrônomo da Embrapa Amapá, Walter Paixão de Sousa, explica as características da cultivar, seu potencial de mercado, as vantagens, a reação as doenças e as recomendações para cultivo no estado do Amapá. Em seguida, na terceira e última estação, os técnicos da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e do Rurap explicam aos produtores a estratégia de utilização das sementes de feijão-caupi para a formação do Banco de Sementes visando o plantio para a próxima safra (2010).
De acordo com Walter Paixão de Sousa, a área da propriedade de Pedro Silva Costa foi preparada para o plantio com orientação técnica do Rurap/SDR, que atuou no preparo do e complementação com nutrientes necessários ao bom desenvolvimento da cultivar da Embrapa. Este procedimento foi feito em sete hectares de produtores selecionados na Perimetral Norte (Porto Grande) e São Joaquim do Pacuí (Macapá) para receberem os benefícios do Programa de Produção Integrada (PPI), coordenado pelo Governo do Estado.
Uma das metas do PPI é consolidar o Banco de Sementes, por meio da cooperação técnica entre a SDR, Rurap e Embrapa Amapá, e com isso atender a demanda dos agricultores do estado por sementes de alta qualidade genética, apoio logístico e assistência técnica. "O acompanhamento das áreas é feito pelos técnicos do Rurap, que orientam no plantio e controle de pragas e dos tratos culturais, principalmente de combate a ervas daninhas por meio de capinas", afirmou Walter Paixão. No município de Porto Grande são três unidades demonstrativas da cultivar BRS-Tumucumaque.
Além do agricultor Pedro Silva Costa, os produtores Eleaci Chagas de Oliveira Baía e Geovanni da Costa Moraes também reservaram áreas para cultivo de feijão-caupi fornecido pela Embrapa e orientação técnica do Rurap.
A BRS-Tumucumaque é mais nova cultivar de feijão-caupi registrada pela Embrapa para o Amapá. Também é recomendada para Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Alagoas, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Mato Grosso do Sul. No Amapá, o lançamento oficial da cultivar acontecerá no próximo dia 19/8, no Campo do Cerrado da Embrapa, km 45 da BR-156, que liga Macapá a Oiapoque, no extremo norte do Amapá. A cultivar recebeu este nome em homenagem ao Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, a maior área de conservação de floresta tropical do mundo, com quase 4 milhões de hectares divididos nos estados do Amapá e Pará.
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Dulcivânia Freitas
sábado
--> USO DA CANA-DE-AÇÚCAR HIDROLISADA COM CAL NA ALIMENTAÇÃO DE BOVINOS <--

Matéria escrita por D.Sc. Marco Antônio de Oliveira, Natural deAndrelândia-MG, residente em Diamantino. Formado em Zootecnia na Universidade Federal de Lavras (UFLA), Lavras - MG. Mestre e Doutor em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Viçosa - MG. Professor da Escola Técnica Estadual de Diamantino-MT
SECITEC - Diamantino

A cana-de-açúcar é um volumoso pobre em proteína (2-3% na matéria seca) e minerais e com alto teor de fibra. No entanto, apresenta algumas vantagens, tais como: é uma cultura perene de baixo custo de implantação, que pode ser colhida a cada 12 meses; alto rendimento de massa verde, podendo alcançar até 120 toneladas por hectare; pode ser estocada no campo sem perder seu valor nutritivo, ao contrário dos outros capins; é bem apreciada pelos animais, devido ao seu sabor adocicado, com altos teores de acúcares solúveis; e sua época de corte coincide com o período de escassez de forragem. Atualmente, existem tecnologias de baixo custo para resolver as principais limitações nutricionais relacionadas ao uso da cana na alimentação de ruminantes, através da sua suplementação com proteína, carboidratos e minerais. Dentre as tecnologias disponíveis, podemos citar o uso da cana-de-açúcar hidrolisada com cal virgem ou cal hidratada micro-pulverizada. A hidrólise da cana-de-açúcar com cal tem como objetivos melhorar a digestibilidade da fibra e reduzir a fermentação alcoólica, estimulando o consumo voluntário e evitando-se desperdícios no cocho, além de auxiliar no processo de conservação do material picado, que pode se conservar por mais tempo após o corte (2 a 4 dias), antes de ser fornecido aos animais, otimizando dessa forma o uso de funcionário e maquinários na propriedade.

A hidrólise com cal virgem ou cal hidratada micro-processada (hidróxido de cálcio) apresenta algumas vantagens em relação à hidrólise com soda cáustica (hidróxido de sódio), tais como: o tratamento é nove vezes mais econômico do que a soda; representa menor perigo aos funcionários; pode ser utilizada após três horas do tratamento; e pode ser utilizado na produção orgânica, por ser um produto natural. Na variedade IAC 86-2480, à medida que aumentou o nível de cal, houve queda no teor de fibra em detergente neutro (FDN) da cana-de-açúcar, observando-se reduções de 10,65 e 17,04% no teor de FDN quando a cana foi hidrolisada com 0,5 e 1% de cal, respectivamente (Oliveira et al., 2008). O uso do óxido de cálcio (CaO) ou cal virgem, para tratamento hidrolítico de forragens tem por base a formação de hidróxido de cálcio (Ca(OH)2), um agente alcalino com moderado poder de hidrólise da fibra (BERGER et al., 1994). A cana hidrolisada pode ser utilizada para todas as espécies e categorias de animais: bezerros, vacas leiteiras, ovinos, equinos e para bovinos na fase de engorda a pasto ou em confinamento. No entanto, deve-se balancear a dieta dos animais, com outros tipos de suplementos (minerais, uréia, etc) com o intuito de atender às exigências de cada espécie e categoria animal.

Deve-se ressaltar que o uso da cana-de-açúcar hidrolisada com cal virgem ou cal hidratada micro-pulverizada dispensa o uso de calcário ou bicarbonato de sódio ou outros tamponantes com o intuito de evitar a acidose, além de fornecer cálcio na dieta. Assim, devem-se utilizar suplementos minerais com baixo teor de cálcio, quando se utiliza cana hidrolisada como única fonte de volumoso. No tratamento da cana-de-açúcar com a calda de cal virgem, recomenda-se a dosagem de 0,5%, enquanto com a calda de cal hidratada recomenda-se 0,6% p/p. Em um tambor de 100 litros de água adiciona-se 25 kg de cal virgem. Posteriormente, deve-se deixar a calda esfriar, podendo ser armazenada, antes do tratamento da cana-de-açúcar. A quantidade de calda a ser aplicada deverá ser de 20 litros por tonelada de cana. No caso de utilização de cal hidratada, recomenda-se diluir 40 kg de cal em 100 litros de água, utilizando-se 15 litros de calda por tonelada de cana. A aplicação é feita usando-se um bico pulverizador instalado no tubo de descarga de uma colhedeira de forragem. Para uma melhor eficiência no tratamento, o tamanho de corte da cana-de-açúcar deve ser de no máximo 6 mm. A cana hidrolisada pode ser utilizada na alimentação dos bovinos, normalmente, após três horas do tratamento ou quando o pH atingir valor de 10. Uma maneira mais prática para garantir a qualidade da mesma, é preparar a cana de manhã para servir à tarde e de tarde para servir na manhã do dia seguinte, pois a cana ficará mais palatável aos animais. A hidrólise da cana permite o seu uso “in natura”, ou seja, como verde picado, podendo ser estocada por até quatro dias, ou ainda, conservada na forma de feno ou silagem. Para o preparo de feno de cana hidrolisada, recomenda-se esparramar a cana tratada em camadas de 2 cm de espessura, exposta ao sol por 2 a 4 horas, reduzindo sua umidade para 13-14%. Após o tratamento da cana-de-açúcar, esta deverá ser armazenada em local seco, coberto e livre de incidência de chuva ou insolação, pois acelerariam o processo de fermentação da cana, reduzindo o tempo de conservação da mesma. Aconselha-se construir “baias” ou separações para armazenamento de cana tratada em diferentes tempos, sendo usada a que foi preparada primeiro, ou seja, a que tiver maior tempo de descanso após tratamento.


